quarta-feira, 28 de maio de 2008

Ensaio Aberto: Teatro Popular Cara e Coragem ocupa o "Mercadão" de Guaianases







O Teatro Popular Cara e Coragem, com assessoria técnica do Projeto Guerreiros Urbanos, realizou um ensaio aberto na praça do Mercado Municipal . Conhecido na comunidade por "Mercadão", as atrizes Ana Paula (Paulinha), Daiane (Dai), Paula e Jéssica (Teka) cativaram os transeuntes, cidadãos em situação de rua, garis, populares e os moribundos cães guardiões da praça. O grupo apresentou o espetáculo "Abre Alas! Guaianases Vai Passar!" Formatado por uma estética popular e o tema de resgate da identidade cultural do distrito e seu entorno, apresentados em praça pública, chamaram a atenção dos transeuntes que ocuparam além da praça, as passarelas e o parque anexo à praça.

domingo, 25 de maio de 2008

"Abre Alas! Guaianases Vai Passar" estréia espetáculo no CEU Jambeiro


O CEU Jambeiro recebeu em seu palco o Encontro Público de Projetos da Zona Leste, promovido pelo Programa Jovens Urbano (CENPEC / Itaú Social).Participaram diversas entidades que traçaram um breve panorama dos projetos em andamento. Entre as ações, o grupo de teatro estreiou o espetáculo "Abre Alas! Guaianases Vai Passar", formada por jovens do entorno da Comunidade Kolping, do bairro do Lajeado (distrito de Guaianases). O projeto recebeu assessoria técnica do Projeto Guerreiros Urbanos que disponibilizou o instrumental das técnicas compreendidas do fazer teatral, enfatizando as pesquisas do Teatro Dialético, Teatro do Oprimido e Teatro Popular.

Projeto Guerreiros Urbanos promove encontro de Teatro Popular no Tendal da Lapa











No dia 09 de maio de 2008, o Tendal da Lapa em São Paulo recebeu o Projeto Guerreiros Urbanos. Além de um intercâmbio promovido entre o projeto e os grupos participantes, a Cia. Caracol de Teatro Popular realizou leitura dramática e o Teatro Popular Cara e Coragem, de Guaianases apresentou a sua primeira montagem. Formada por jovens entre 17 e 21 anos os grupos desenvolveram importante trabalho de relexão sobre a valorização da cultura popular.
A Cia. Caracol de Teatro Popular provocou os presentes com a leitura dramática de cenas da peça "Aluga-se Para Igreja", de Asdrúbal Serrano, o texto, formado por 10 cenas, reflete sobre a situação política, social e cultural do Brasil contemporâneo e o Teatro Popular Cara e Coragem apresentou o espetáculo "Abre Alas! Guaianases Vai Passar!", que discute a relação entre o poder público e o descaso da política nas áreas cultural e social em bairros populares. Com o evento, o Projeto Guerreiros Urbanos na sua luta pela democratização de ocupação do equipamento público propiciou uma troca de experiências entre grupos de teatro popular que puderam escoar no palco principal do Tendal da Lapa as suas pequisas que abrangem a importância do Teatro Popular na luta por uma arte libertadora.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Asdrúbal Serrano, do Projeto Guerreiros Urbanos concede entrevista ao Programa do Jô

O dramaturgo e diretor da Cia. Caracol de Teatro Popular Asdrúbal Serrano concedeu no último dia 22 de abril uma entrevista ao Programa do Jô. Entre os assuntos abordados estão fatos curiosos sobre a sua internação na Febem (Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor) na cidade de Batatais, interior de São Paulo nas década de 1970 e 1980. O autor versou sobre assuntos relevantes ao sistema de internação, as arbitrariedades do Regime Militar dentro da instituição e a importância do teatro popular na construção e valorização da identidade do indivíduo. Outro assunto comumente abordado foi o do livro Guerreiros Urbanos, recém lançado e da importância que Brecht, Augusto Boal e de César Vieira tiveram na formatação do Projeto Guerreiros Urbanos.
Para acompanhar a entrevista acesse:
Google: digite – Asdrúbal Serrano no Programa do Jô, ou
YouTube:
digite – Asdrúbal no Jô.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Guerreiros Urbanos no Tendal, na Casa das Rosas e na sede do TUOV

Guerreiros Urbanos no Tendal da Lapa
(Rua Guaicurus, 1100)
Quando: dia 09/05 (sexta-feira), das 19h às 23h
Programação: Apresentação da peça e lançamento do livro Guerreiros Urbanos. Participação da Cia. Caracol de Teatro Popular e do Teatro Popular Cara e Coragem com esquetes de teatro e poesia.
Observação: Toda a renda da venda do livro será revertida a projetos sociais.

Guerreiros Urbanos na Casa das Rosas
(Av. Paulista, 37)
Quando: dia 21/05 (quarta-feira), das 19h às 22h
Programação:
- Apresentação da peça e lançamento do livro Guerreiros Urbanos;
- Participação do escritor e poeta Sacolinha (Ademiro Alves);
- Esquetes de teatro e poesia com a Cia. Caracol de Teatro Popular e do Teatro Popular Cara e Coragem (Guaianases).
Observação: Parte da renda da venda do livro será revertida a projetos sociais em Guaianases.

Guerreiros Urbanos na sede do Teatro União e Olho Vivo
Quando: dia 07/06 (sábado), das 15h às 18h
Programação:
- Esquetes de teatro e poesia com a Cia. Caracol de Teatro Popular e do Teatro Popular Cara e Coragem (Guaianases).

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Fórum Social Mundial: Guerreiros Urbanos no Sábado-Feira

Milhares de homens e mulheres, integrantes de organizações, redes, movimentos sociais e sindicatos, de todas as partes do mundo, realizam no dia 26 de janeiro um ato global para mostrar que um outro mundo é possível.A ação será marcada por debates, marchas, encontros, discursos e intervenções culturais, que irão conectar simultaneamente o global e o local, expressando as múltiplas vozes da diversidade mundial. No Centro de Eventos do Colégio São Luis, mais de uma centena de instituições sociais e grupos culturais passarão o dia expondo seus trabalhos, com a finalidade de compartilhar experiências, idéias e propostas que podem ajudar a mudar o mundo. Nos palcos do Sábado-Feira, ocorrem apresentações musicais, de poesias, performances e teatro. Também estão programadas rodas de conversas sobre os temas que mobilizam a galáxia do Fórum Social Mundial. Além de manter um estande no Sábado-Feira, haverá a apresentação do espetáculo Guerreiros Urbanos, da Cia. Caracol de Teatro Popular está marcada para às 15h. OTeatro Popular União e Olho Vivo fará intervenções durante o evento.
Local: Centro de Eventos São Luis, Rua Luis Coelho 323, Metrô Consolação.

Augusto Boal, do Teatro do Oprimido recebe indicação para o Prêmio Nobel 2008

A imprensa quase não divulgou, mas neste ano teremos a indicação de um grande brasileiro para o Prêmio Nobel da Paz. Portanto, gostaria de solicitar a sua ajuda para a divulgação da conquista do Augusto Boal para esta importante titulação.

Precisamos de cartas de apoio de pessoas simples, importantes, trabalhadoras, honestas, de amigos, parceiros e influentes.

Importante dizer que, para que esta indicação se torne realidade e Augusto Boal possa ser laureado com o Nobel da Paz 2008, é fundamental que este apoio se dê de forma prática, ou seja, até o próximo dia 31 de janeiro, deve-se enviar uma carta pelo correio para o comitê norueguês (vide endereço abaixo) escrevendo brevemente o motivo desta indicação e explicando quem está indicando, falando sobre sua entidade e/ou cargo que ocupa.

As indicações podem ser feitas especialmente por professores universitários, entidades de direitos humanos e cultura, membros dos poderes legislativo, executivo e judiciário, pessoas simples, entre outros. Se concordar, por favor, solicitamos que repasse esta informação para outros professores universitários e entidades. Qualquer dúvida, entre em contato conosco.

Em anexo, segue o modelo da carta que enviei para o Comitê.

Endereço para onde deve ser enviada a carta pelo correio postal (não eletrônico):
The Norwegian Nobel
Committee Henrik Ibsens
gate 51 NO-0255 OSLO Norway
tel. - +47 22 129300 fax - + 4722 12 93 10
Mais informações: http://br.f500.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=geobritto@ctorio.org.br

Quem é Augusto BOAL

Augusto Boal é um homem coerente. Toda sua vida foi pautada pela coerência simbolizada na frase que adota, e que melhor o define: “O Pior Inimigo da Paz é a Passividade!”

Em busca da Paz, Augusto Boal jamais foi passivo na sua vida artística e cidadã. Como artista e professor de teatro, desde 1956 ensinou jovens autores e atores a criarem um teatro que, nos palcos, buscasse revelar a Identidade nacional através da Diversidade de nossas origens: afirmação da Identidade, respeito à Alteridade.

Com a sua maior criação, o Teatro do Oprimido, Augusto Boal sempre buscou, através do Diálogo, restituir aos oprimidos o seu direito à palavra e o seu direito de ser.

Com a ajuda dos seus mais de vinte livros publicados em dezenas de línguas, e dos mais de trinta livros escritos por outros autores sobre sua obra, Augusto Boal sempre buscou, através do Teatro, Humanizar a Humanidade.

Sempre trabalhou com Multiplicadores e não simples consumidores: “Só aprende quem ensina” - é o lema que norteia sua vida profissional. A Multiplicação e a Solidariedade são elementos fundamentais na sua pedagogia, na sua arte, e na sua Ética.

Assim foram criados centenas de Grupos e Centros de Teatro do Oprimido espalhados pelo Brasil e pelo mundo que tratam de temas prioritários da nossa civilização em busca de soluções adequadas.

Na África, o problema central tem sido o flagelo da AIDS/DST e a miséria: Moçambique, Guiné-Bissau, Angola, Senegal e outros paises.

Na Ásia, - especialmente na Índia onde a Federação de Teatro do Oprimido reuniu em Outubro de 2007, na Wellington Square em Calcutá, mais de 12 mil praticantes de TO -, o tema principal é a violência contra a mulher e o alcoolismo. No Paquistão, o direito dos camponeses à cultivarem suas terras; no Nepal, a busca de uma Constituição monárquico-republicana adequada às necessidades do povo.

Em Zonas de Conflito, étnico ou religioso, como entre Palestina e Israel, ou no Sudão, grupos regionais aplicam as Técnicas do Teatro do Oprimido para apaziguarem seus sangrentos conflitos.

Na Europa, em quase todos os grandes países ocidentais, da Península Ibérica ao Cáucaso, da Escandinávia ao Mar Mediterrâneo, o Teatro do Oprimido é usado como forma auxiliar de Psicoterapia, no Trabalho Social, e na Educação.

O mesmo acontece nas três Américas, principalmente nos meios universitários dos Estados Unidos e Canadá, em Porto Rico e, mais recentemente, em comunidades da Argentina, Uruguai e Bolívia.

No Brasil, o Centro do Teatro do Oprimido dirigido por Augusto Boal trabalha em várias vertentes:

TEATRO NA EDUCAÇÃO – em escolas onde se desenvolve uma nova pesquisa, a Estética do Oprimido, restaurando as capacidades estéticas de todo ser humano de produzir teatro, música, artes plásticas, poesia e narrativas: Palavra, Imagem e Som: o Pensamento Sensível e o Pensamento Simbólico unidos na melhor compreensão do mundo.

TEATRO DAS PRISÕES onde se busca pacificar as tradicionais hostilidades entre funcionários e presidiários, entre as prisões e as populações locais, através da criação de “Espaços de liberdade dentro os muros da prisão” - os presidiários estão presos no espaço mas tem o tempo livre: há que aproveitá-lo.

TEATRO NA SAÚDE MENTAL – onde se busca enquadrar os “Delírios Patológicos dentro dos quadros estruturados dos Delírios Artísticos”.

TEATRO DO OPRIMIDO NOS PONTOS DE CULTURA - O Teatro do Oprimido tem provado ser potente ferramenta para a conscientização de todos que o praticam. Assim, é necessário que todos o pratiquem - esta é a ambição maior de Augusto Boal: que todos os seres humanos, sejam quais forem suas profissões, gêneros, etnias ou condições sociais, desenvolvam o teatro e todas as artes que trazem em si, para que se possam alcançar os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos: “... que a Liberdade, a Justiça e a Paz tenham por base o reconhecimento da dignidade intrínseca e dos direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da família humana”.

Este é Augusto Boal, um homem coerente.

sábado, 10 de novembro de 2007

Peça Guerreiros Urbanos debate a relação entre a violência e o jovem em Guaianazes



Dentro das atividades do Programa Jovens Urbanos (Cenpec/Itaú Social), a Ong Casa dos Meninos II recebeu em sua sede (Rua Marília, 57, no Lageado) a apresentação do espetáculo Guerreiros Urbanos, com a Cia. Caracol de Teatro Popular. Para o evento estiveram presentes cerca de 65 jovens atendidos pelo programa. Além dos jovens da própria Casa dos Meninos, estiveram presentes, também, os jovens atendidos pela Ong AVIB. Após a apresentação do espetáculo, houve um debate com o levantamento dos principais problemas da comunidade. Para Suzana, coordenadora do programa na Casa dos Meninos, a iniciativa colaborou para que os jovens tivessem acesso ao teatro e que as questões abordadas pelo espetáculo incentivaram as reflexões críticas destes jovens. Para Patrícia, educadora da AVIB, o espetáculo serviu para introduzir um debate sobre exclusão, sendo pertinente naquele momento, pois já estava programada uma visita à um abrigo de jovens. Várias questões foram levantadas, como as drogas, a violência urbana e o abandono do Estado para a questão da inclusão social dos moradores daquela comunidade. O evento foi finalizado com a doação de exemplares do livro Guerreiros Urbanos para as entidades participantes.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Livro Guerreiros Urbanos

Guerreiros Urbanos, de Asdrúbal Serrano é um texto consistente, bem escrito, com momentos de grande tensão dramática, de um lirismo pungente, impactante, bem estruturado, em que os elementos constitutivos da produção teatral se manifestam esteticamente construidos.
R$ 20,00
Para adquirir o livro envie um e-mail para:
asdrubalserrano@yahoo.com.br

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Escola de Sociologia e Política realizará mesa-redonda sobre drogas e violência


A Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo realizará na próxima segunda feira, 12 de novembro, à partir das 18h, um fóro sobre a problemática social das drogas e da violência urbana e seus reflexos perniciosos. Na pauta de discussão, além do assassinato do aluno Marcelo Salvador há duas semanas, a relação que as drogas e a exclusão social têm com o expressivo aumento da criminalidade nos grandes centro urbanos. A mesa será composta pelos escritores Asdrúbal Serrano e Contador Borges, docentes e acadêmicos da FESP e especialistas da Universidade de São Paulo.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Guerreiros Urbanos tem lançamento na próxima quinta-feira


Guerreiros Urbanos em Guaianazes









O espetáculo Guerreiros Urbanos será apresentado na próxima quarta-feira, à partir das 14h, na Ong Casa dos Meninos, em Guaianazes. Os participantes do programa Jovens Urbanos, realizado pelo Cenpec/Itaú Social, terão a oportunidade, por meio de um debate democrático, de questionar a realidade e discutir propostas para a melhoria da comunidade. Durante o evento serão doados à biblioteca da entidade alguns exemplares do livro Guerreiros Urbanos que será lançado na Livraria Martins Fontes (Consolação), no dia 09 deste mês.

sábado, 3 de novembro de 2007

Lançamento do livro Guerreiros Urbanos, de Asdrúbal Serrano

Guerreiros Urbanos é um texto desautomadizador, criação dramatúrgica de uma identidade de resistência em que, como ator social, Asdrúbal Serrano, em condições de reação à lógica de dominação, cria princípios capazes de transformar o status quo. A transformação de indivíduo em sujeito, produtor de uma história pessoal detentora de poderes éticos e políticos, faz de Asdrúbal Serrano um dramaturgo comprometido com as questões mais dolorosas que grassam neste país heterodoxo: as injustiças violentas que a família e os poderes públicos cometem com as crianças e os jovens do Brasil.